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Risco do Brasil aumenta em relaç...

Risco do Brasil aumenta em relação a vizinhos

Wed, 19 Jun 2013 13:00:00 -0600

Desde maio, credit default swaps estão 50 pontos mais altos que Peru, México e Chile. O Brasil está se distanciando cada vez mais de seus vizinhos, quando o assunto é risco país. De janeiro de 2007 até dezembro do ano passado, os credit default swaps brasileiros - papéis que protegem os investidores contra calote e são usados como hedge dos títulos do Tesouro - andavam em linha com os títulos do Peru, Colômbia, Chile e México. Em janeiro, no entanto, esse cenário mudou. O spread entre os indicadores apresentou saltos de até 50 pontos, especialmente, em maio e junho, de acordo com dados da Tendências Consultoria obtidos com exclusividade pelo Brasil Econômico. Com isso, os papéis brasileiros, que já eram mais caros do que os dos pares latino-americanos, passaram a apresentar valores ainda mais altos. "O que pautou essa abertura das curvas foi a diferença na condução da economia. O país está ficando mais parecido com a Argentina , o que aumenta a imprevisibilidade e afugenta os investidores. Porém, não há questionamentos sobre a solvência do Brasil", comenta o economista Silvio Campos Neto.  Somente neste mês, o custo para proteger a dívida brasileira contra default por cinco anos aumentou 33 pontos-base, quase duas vezes mais que o da China e também superior ao da Rússia, segundo a Bloomberg. A mais recente escalada de preços começou com a revisão da nota de risco brasileira pela Standard & Poor's (S&P). No entanto, na última semana, houve uma retração de 16,92% nos papéis. "A queda não é significativa, porque os CDS são bastante voláteis. A tendência ainda é de alta", comenta. No ano, os papéis estão subindo quase 40%, segundo dados da Thomson Reuters. O EMBI Global, índice calculado pelo JP Morgan, aponta para o mesmo caminho. Ontem, caiu em cinco pontos-base - para 215 pontos-base - o rendimento adicional exigido pelos investidores para deter títulos do governo brasileiro em dólar em vez de títulos do Tesouro americano, de acordo com a Bloomberg. Na contramão, estão os CDS americanos que praticamente não viram mudanças nas curvas de preço, mesmo com as declarações do presidente do banco central (Federal Reserve), Ben Bernanke, de que pode reduzir as compras mensais de títulos do governo. "A economia está reagindo. Em breve, vão alterar a política monetária, inclusive, aumentando juros. O Brasil não vai conseguir se descolar desse cenário - tanto é que o dólar está subindo contra todas as moedas", diz o consultor da Tendências. Ontem, a divisa americana voltou a subir ante o real apesar das ações do BC. Com isso, o dólar renovou as máximas dos últimos quatro anos, com os investidores ansiosos sobre a decisão do Fed, esperada para hoje, sobre a política de afrouxamento monetário. A alta da moeda americana e a queda da bolsa também são reflexos da fuga dos investidores estrangeiros para ativos mais seguros. Foi neste cenário mais adverso que Odebrecht e Minerva anunciaram o adiamento de captação externa. "O apetite pelo crédito do Minerva era muito alto, mas por causa do momento de maior volatilidade do mercado e de aversão ao risco, o negócio provavelmente sairia mais caro", disse Fernando Galletti, presidente da companhia, em entrevista à Bloomberg. "Não é só falta de apetite dos investidores. O risco cambial está maior. Se as empresas vão captar lá fora, precisam fazer hedge e isso pode fazer com que os custos da operação não compensem", diz Neto.

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Aversão ao risco faz dólar dispa...

Aversão ao risco faz dólar disparar 1,94%

Wed, 19 Jun 2013 15:18:00 -0600

Cotado a R$ 2,22 na venda a divisa alcançou o maior maior patamar no fechamento desde 27 de abril de 2009. O dólar disparou ante o real e fechou em alta pela quarta sessão consecutiva, indo ao patamar de 2,22 reais pela primeira vez em mais de quatro anos e sem atuação do Banco Central, após o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, sinalizar que pode reduzir o programa de estímulo da autoridade monetária norte-americana ainda neste ano. A moeda norte-americana ganhou 1,94%, cotada a 2,220 na venda, maior patamar no fechamento desde 27 de abril de 2009. Também foi a maior alta diária desde dezembro de 2011. Nestes quatro últimos pregões, o dólar acumulou alta de 4,08& sobre o real. "Primeiro, o Fed trouxe projeções mais positivas e, depois, o Bernanke sinalizou que o Fed está se aproximando do momento de reduzir o estímulo", disse o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno. "Eu esperava que o Bernanke quisesse acalmar os ânimos do mercado sobre a redução das compras, mas ele indicou que o mercado está no caminho certo". Em coletiva de imprensa após o Fed anunciar que manterá o ritmo de compra de bônus em US$ 85 bilhões por mês, Bernanke afirmou que se as projeções econômicas se confirmarem, o banco central pode reduzir estímulo ainda neste ano e encerrá-lo no meio do próximo ano. As declarações geraram turbulência nos mercados financeiros em todo o mundo e motivaram ampla valorização da moeda norte-americana, uma vez que a eventual redução das compras de bônus diminuirá a liquidez em todo o mundo. O mercado já vinha se ajustando às expectativas de redução dos estímulos nos Estados Unidos há semanas, com altas seguidas do dólar ante o real e que trouxeram de volta as intervenções do BC, apesar de nesta quarta-feira, a autoridade monetária ter ficado de fora. "Acho que o BC deve fazer alguma coisa esses dias, não deve ficar olhando a banda passar", afirmou o operador de câmbio da Advanced Corretora Reginaldo Siaca. Analistas destacavam que a autoridade monetária brasileira pode adotar intervenções mais vigorosas, como leilões de dólares à vista ou a termo, ou mesmo o governo adotar mais medidas, como a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos externos de até um ano.    

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Após fala de Bernanke, Ibovespa ...

Após fala de Bernanke, Ibovespa despenca 3,18%

Wed, 19 Jun 2013 15:05:00 -0600

Fuga de capital estrangeiro se intensifica e blue chips derretem. Papel da OGX cai mais de 15% e índice quase perde importante suporte. O foco dos investidores esteve durante toda a sessão voltado para o Federal Reserve (Fed), diante da expectativa de corte no programa de compra de títulos. Embora a autoridade monetária tenha decidido manter, por enquanto o estímulo, as bolsas tiveram fortes quedas. Por aqui o Ibovespa, que operava volátil, despencou após o discurso de Ben Bernanke e terminou em queda de 3,18%, aos 47.893 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,6 bilhões. O movimento vendedor prevaleceu principalmente entre as blue chips. Dessa forma, o índice chega bem perto de perder o importante suporte dos 47.800 pontos. Caso perdido esse patamar, o Ibovespa deve derreter até os 43.500 pontos, de acordo Daniel Marques, analista técnico da Ativa Corretora. Os papéis da OGX (OGXP3) lideraram as perdas ao despencar 15,22%, acumulando queda de 82,1% no ano. As ações preferenciais da Vale (VALE5), por sua vez, recuaram 2,06% na sessão e os da Petrobras (PETR4) caíram 3,53%. "A questão é que não para de sair dinheiro estrangeiro da bolsa. Desde meados de maio houve retirada de cerca de R$ 9 bilhões e o saldo negativo em junho já está em R$ 5,3 bilhões. A primeira ducha de água fria foi a possibilidade de rebaixamento do rating soberano do país pela agência S&P e a segunda, essa expectativa de diminuição dos estímulos do Fed", destaca o estrategista do BB Investimentos, Hamilton Moreira. Panorama Logo depois da apresentação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que apontou manutenção no programa de compra de títulos (US$ 85 bilhões mensais), o presidente do Federal Reserve concedeu uma entrevista. Ele sinalizou que a redução dos estímulos será feita à medida que a taxa de desemprego nos Estados Unidos evidencie uma melhora. O ciclo de redução pode começar no final deste ano e terminar no meio de 2014. A expectativa é que no fim do ciclo de redução do programa, a taxa de desemprego, que hoje está em 7,6%, vai se encontrar no patamar de 7%. Após a entrevista de Ben Bernanke, os principais índices dos Estados Unidos acentuaram as perdas. O Dow Jones terminou com queda de 1,35%; o S&P teve recuo de 1,39% e Nasdaq caiu1,12%. De acordo com Moreira, o fato de não haver consenso na decisão de manter o programa de compra por parte dos membros do Fomc, elevou as incertezas dos investidores. "Foram dois votos dissidentes, o que não acontecia desde setembro de 2011", destaca. A posição contrária da presidente do Fed de Kansas City, Esther George, já era esperada. No entanto, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard também discordou da decisão, esboçando preocupação com a meta de 2% para inflação. Na Europa, as bolsas também terminaram com fortes perdas também diante da expectativa por um corte no programa de estímulo americano. Em paris, o Cac perdeu 0,55%; o Dax, da Alemanha, recuou 0,39% e o FTSE de Londres perdeu 0,40%. Câmbio Diante das incertezas, a versão ao risco predomina e o dólar dá um salto de 1,94%, cotado a R$ 2,220 na venda.

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Fed continua comprando US$85 bi ...

Fed continua comprando US$85 bi em títulos por mês

Wed, 19 Jun 2013 12:37:00 -0600

A instituição reiterou que o ritmo de compra de ativos deve continuar até que a perspectiva do mercado de trabalho melhore. O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (19/06) que continuará comprando US$ 85 bilhões em títulos por mês e não deu sinais explícitos de que está pronto para reduzir o programa, apesar de intensa especulação nos mercados de que poderia estar se aproximando do fim. Descrevendo a economia como em expansão moderada, autoridades do Fed citaram contínua melhora nas condições do mercado de trabalho e sublinhou que a inflação tem rodado abaixo de 2%, sua meta de longo prazo. A instituição também reiterou que o desemprego ainda está alto demais para seu conforto, reforçando seu desejo de continuar adquirindo ativos até que a perspectiva do mercado de trabalho melhore significativamente. "O Comitê vê que os riscos à perspectiva econômica e ao mercado de trabalho diminuíram desde o outono", informou o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) após sua reunião de dois dias. A presidente do Fed de Kansas City, Esther George, mais uma vez discordou da expansão do apoio do banco central à economia, expressando preocupação diante da possibilidade de que o estímulo possa promover desequilíbrios financeiros e prejudicar sua meta de manter a inflação contida. Em um desdobramento inesperado, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, também discordou da decisão, porque ele acredita que o Fed deve sinalizar de forma mais forte sua disposição a defender a meta de 2%para inflação. A autoridade monetária repetiu nesta quarta-feira que não vai elevar as taxas de juros até que o desemprego atinja 6,5 por cento ou menos, contanto que a perspectiva de inflação permaneça abaixo de 2,5%. A taxa de desemprego ficou em 7,6% em maio.

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Empresas correm atrás de hedge c...

Empresas correm atrás de hedge cambial na BM&F

Wed, 19 Jun 2013 12:14:00 -0600

Eem 31 de maio, a posição líquida em contratos futuros de dólares das companhias era ?vendida? em 11,35 mil contratos. As empresas estão liquidando suas posições ‘vendidas' (que apostam na queda do dólar frente ao real) e assumindo posições ‘compradas' no mercado futuro da BM&F. Em 31 de maio, a posição líquida dessas companhias era "vendida" em 11,35 mil contratos; no dia 17, passou a comprada em 12,26 mil. O movimento de reversão começou no último dia 13, e se acentuou nos últimos dois dias - hoje, com a expectativa sobre a fala do presidente do Fed (o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, o dia promete repetir a tensão. Para Natan Blanche, sócio-fundador da Tendências Consultoria Integrada, porém, não há uma corrida desenfreada, nem especulação. "A reversão é natural. A forte desvalorização cambial já deixou machucadas pelo caminho muitas empresas. Ninguém esperava por isso. Agora, elas acordaram. Mas todas as que têm passivos em dólar vão mostrar, nos próximos balanços, os prejuízos dessa alta. É inevitável, principalmente no caso das grandes e médias empresas brasileiras, pois a maioria tem obrigações em dólares", diz. Somente em maio, a desvalorização do real chegou a 7%. O movimento em direção à proteção cambial, porém, não é especulativo ou exagerado, diz o especialista. "Monitoro as posições em aberto dos contratos diariamente, e posso dizer que nenhuma luz vermelha se acendeu." Há, na sua opinião, duas explicações para a falta de apetite por mais hedge nesse momento: de um lado, os investidores estrangeiros continuam afastados do mercado, mesmo após o fim do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% que recaía sobre posições vendidas decretada pelo governo na semana passada. "O movimento é tipicamente de ‘fly to quality'. A proteção que esses investidores querem, hoje, é em dólar - em segundo lugar, em euros -, não em reais", diz. Para comprovar sua hipótese, Blanche diz que não está havendo arbitragem de taxas de juros - conhecido como "carry trade", quando investidores trazem dólares aqui para aproveitar os juros altos. "O cupom cambial (juros em dólares pagos nesses contratos) está em 1,40%. Não há demanda", diz. Outro motivo, segundo ele, é que os especuladores podem estar achando que a alta embutida na cotação atual do dólar já carrega um "prêmio" considerável. A Tendências, por exemplo, continua prevendo que a moeda termine o ano em R$ 2,10 - a mesma média das previsões do último boletim Focus do BC. Ou seja, a alta atual seria revertida até o final do ano. "O Banco Central está fornecendo hedge de curto prazo ao mercado com os sucessivos leilões de swaps, e está conseguindo evitar o excesso de volatilidade. Mas nada que faça nesse momento vai ter força suficiente para vencer o movimento global contra as moedas de países emergentes", diz. Ontem, o BC dobrou a oferta de swaps, para mais de US$ 4 bilhões, em prazos curtos - 30, 60 e 90 dias . "Mas não está havendo venda líquida de dólares". Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO Corretora, acredita que a escalada por proteção foi precipitada. "Foi consequência da fala do diretor de política monetária do BC, Aldo Mendes, na segunda-feira, que disse que o dólar entre R$ 2,10 e R$ 2,15 estava na zona de conforto". Para Nehme, as empresas que estavam em ‘stand by', esperando até hoje para ver o que sairia do Fed antes de tomar uma posição, decidiram se proteger. "Muitas não fazem apenas proteção contra passivos comercias, mas também (caso das filiais de multinacionais) contra depreciação do patrimônio", lembra. João Paulo Corrêa, gerente de câmbio da Corretora Correparti, do Paraná, também não vê um movimento especulativo com o dólar neste momento. Especializado em atender clientes exportadores de commodities, diz que é comum que as companhias estabeleçam um patamar e um preço (por exemplo, R$ 2,30 em maio) para disparar ordens de hedge de valores predeterminados, acima de R$ 5 milhões. "Depois que elas já sabem os preços de venda da próxima safra, fazem as contas, e, se sobrar dinheiro, fazem hedge em contratos futuros de dólar", explica.Para Corrêa, porém, o BC deveria pensar em começar a vender dólar a vista. "Os swaps não estão adiantando muito. E, sem IOF de 1%, as portas para especulação ficaram abertas, então isso pode começar a acontecer em breve, e o BC tem que estar preparado". Em 2008, após o estopim da crise financeira internacional com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers, o excesso de confiança na queda ‘ad infinitum' das cotações do dólar no Brasil levou duas grandes empresas não-financeiras - Sadia e Aracruz - a quebrarem devido a apostas exageradas nos mercados de derivativos cambiais.

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Pfizer paga R$ 400 milhões por 4...

Pfizer paga R$ 400 milhões por 40% da brasileira Teuto

Thu, 21 Oct 2010 06:45:00 -0600

Por AESão Paulo - Depois de perder a exclusividade na produção de dois de seus medicamentos mais importantes - Lípitor e Viagra -, o laboratório americano Pfizer entrou definitivamente no mercado brasileiro de genéricos. A empresa comprou, por R$ 400 milhões, uma participação de 40% na goiana Teuto. As negociações começaram em janeiro deste ano e o contrato foi assinado ontem de madrugada em São Paulo, depois de uma disputa acirrada - o laboratório brasileiro estava na mira de outras duas empresas. No Brasil e em outros países, a Pfizer já tem parcerias com laboratórios de genéricos, mas esta é a primeira vez que a americana compra participação em uma empresa do segmento. Até pouco tempo atrás, aliás, esse era um negócio fora de cogitação para a companhia. “Começamos a perder a exclusividade de produtos importantes, com a queda das patentes, e precisávamos de uma alternativa de crescimento”, explica Victor Mezei, presidente da multinacional no Brasil - país que representa 2% das vendas globais da companhia. Com a aquisição, a Pfizer espera aumentar sua participação nas vendas em farmácias de 4,6% para 6,3% nos primeiros anos de parceria, passando do sétimo para o quarto lugar no ranking do varejo. Com isso, o grupo deixaria para trás os laboratórios Aché, Eurofarma e Novartis. Esse é um mercado que movimenta US$ 15,4 bilhões por ano e no qual a Teuto representa 1,7%. Embora tenha uma participação modesta na venda de medicamentos para farmácias e distribuidoras, o laboratório vinha chamando a atenção do setor. “Somos a empresa que mais cresce: cerca de 20% ao ano”, diz Marcelo Henriques, presidente da Teuto. Com faturamento de R$ 280 milhões no ano passado, o laboratório com sede em Anápolis (GO) foi assediado também por companhias como Aché e GlaxoSmithKline. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Montadora chinesa Dongfeng pode ...

Montadora chinesa Dongfeng pode abrir fábrica no Brasil

Wed, 20 Oct 2010 16:04:00 -0600

Por AESão Paulo - A montadora chinesa Dongfeng Motor Corporation vai começar a vender seus veículos no Brasil e planeja, numa segunda etapa, abrir uma fábrica no País. Executivos da companhia e uma delegação da província chinesa de Hubei estiveram hoje em São Paulo, onde se encontraram com empresários e com o presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade - Investe São Paulo, Mario Mugnaini Jr.Durante o evento, o vice-gerente-geral da Dongfeng, Zhou Qiang, apresentou a estrutura da empresa e os planos de expansão. "A internacionalização não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Queremos que o Brasil seja nossa porta de entrada para a América do Sul, já que é o país mais forte na América Latina", afirmou Qiang, em nota divulgada pela Investe São Paulo. No encontro, foi assinado um acordo de cooperação com um parceiro que representará a marca no Brasil.A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apresentou aos chineses um balanço dos veículos automotores no mercado brasileiro, e o presidente da Investe São Paulo mostrou as vantagens competitivas de São Paulo e os incentivos que o governo paulista oferece para indústrias do setor automotivo. "Além de fatores como logística, condições de infraestrutura, recursos humanos e mercado consumidor, o Estado possui o Programa Estadual de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor (Pró-Veículo), que prevê a suspensão do pagamento do ICMS para a aquisição de mercadorias, equipamentos, partes e peças", afirmou Mugnaini.

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Disputa em SP elege melhor avião...

Disputa em SP elege melhor avião de controle remoto

Wed, 20 Oct 2010 14:45:00 -0600

Por Renan CarreiraSão Paulo - Mais de 90 aviões controlados por rádio vão aterrissar amanhã em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A tripulação de cada aeronave reúne estudantes de engenharia, professores e pilotos. As instruções de voo e a observância dos procedimentos de manutenção estão a cargo de um time de profissionais da indústria aeronáutica. Assim começa nesta quinta-feira (dia 21) e vai até o próximo domingo a 12ª Competição SAE Brasil AeroDesign, uma disputa em que voar é preciso; apertar os cintos não é preciso.O objetivo da competição é abrir espaço para que estudantes de engenharia possam mostrar seu potencial e sua capacidade de desenvolver projetos inovadores no setor aeronáutico, além de já abrir um canal de contato com profissionais consagrados na área. Este ano houve o recorde de 96 equipes inscritas, formadas por cerca de 1.300 participantes, representando 79 instituições de ensino superior do Brasil, da Venezuela, do México, dos Estados Unidos e da Índia, em um total de 87 grupos brasileiros e nove estrangeiros.A avaliação das equipes ocorre em duas etapas. Primeiro, cada grupo deve observar o regulamento da disputa, disponibilizado em janeiro, e apresentar em julho um relatório sobre o projeto do avião. Amanhã, a equipe precisa defender o trabalho perante uma banca, composta por engenheiros da indústria aeronáutica, a maioria profissionais da empresa Embraer. E nos outros três dias deve transformar a teoria em prática, colocando a aeronave em voo. Os melhores em cada categoria - Classe Regular, Classe Aberta ou Classe Micro, de acordo com as especificidades dos aviões - vão representar o Brasil na SAE AeroDesign East Competition, no próximo ano, nos EUA.André Van de Schepop, hoje diretor técnico da competição, participou do evento quando estudante e lembra da experiência com emoção. "De repente, eu me vi conversando com pessoas que só conhecia pelos livros." Duas semanas depois que ele se formou, em 2001, foi contratado para trabalhar na Embraer, empresa em que atua hoje como engenheiro de desenvolvimento de produto na parte de projeto conceitual, isto é, na fase inicial do projeto de um avião, nos primeiros esboços.Ele conta que a competição possui todos os ingredientes de uma grande disputa: esforço, entusiasmo, tensão, choro, alegria e, claro, muita criatividade, não só nos projetos como nos nomes das equipes. Há, por exemplo, a Trem Ki Voa, da Universidade Federal de São João Del Rei (MG), a Voa Tchê, da Universidade de Passo Fundo (RS) e a Uai-Sô-Fly, da Universidade Federal de Minas Gerais.A criatividade dos grupos também é colocada à prova no momento de conseguir dinheiro para viabilizar o projeto. Os estudantes disponibilizam vídeos dos testes de voo no site Youtube, criam blogs e perfis no Twitter a fim de divulgar o trabalho e até vendem rifa para conquistar patrocinadores. De acordo com André, todo o esforço vale a pena. "Dá uma satisfação da meninada quando o projeto fica bem-sucedido. Os alunos adquirem treinamento e o projeto serve de vitrine para o mercado de trabalho. É recompensador."O evento conta com o patrocínio de empresas ligadas à indústria aeronáutica e com o apoio de instituições públicas, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Prefeitura de São José dos Campos.AssociaçãoA SAE Brasil, fundada em 1991, é uma associação sem fins lucrativos que reúne engenheiros, técnicos e executivos com o objetivo de disseminar conhecimentos relativos à tecnologia da mobilidade em suas variadas formas: terrestre, marítima e aeronáutica. Ela é filiada à SAE Internacional, criada em 1905, que realiza a competição nos EUA.

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Juro é o maior ponto negativo do...

Juro é o maior ponto negativo dos cartões, diz pesquisa

Wed, 20 Oct 2010 14:44:00 -0600

Por Altamiro Silva JúniorSão Paulo - Os juros altos são o principal ponto negativo dos cartões de crédito no Brasil, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada hoje. Ao todo, 56% da população considera os altos juros como principal problema dos cartões. Outros 26% apontam ainda a cobrança de anuidade e o fato do cartão levar a um descontrole de gastos.Entre os pontos positivos, segundo 48% dos entrevistados, está a possibilidade de parcelar compras e o prazo de até 40 dias para o pagamento. A segurança também é apontada como um ponto forte, pelo fato de o cartão dispensar o uso do dinheiro."Os juros altos ainda são a principal barreira para os consumidores", diz o diretor do Datafolha, Paulo Luis Gomes Alves.Dados apresentados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostram que as taxas dos cartões no Brasil variam de 188% a 433% ao ano. No Reino Unido, estão em um intervalo bem menor, de 6,8% a 31,5%. A comparação com os Estados Unidos também mostra taxas muito mais baixas por lá, variando de 8,99% a 28,7% ao ano."No Brasil, poucos pagam por muitos", diz o diretor da Abecs e presidente do cartão Hipercard, Ivo Vieitas. Segundo ele, a maior parte dos financiamentos no Brasil (68% do total) é feita no parcelado lojista, em que o estabelecimento divide a compra em parcelas sem juros no cartão. Só uma pequena parcela usa o crédito rotativo, que é feito com taxas mais altas e que acabam pagando por todo o resto. Nos EUA, não há o parcelado sem juros, apenas o financiamento da fatura, que responde por 79% dos financiamentos.No cartão de débito, o principal ponto fraco apontado pelo Datafolha é o temor de clonagem ou fraude do cartão, segundo 24% dos entrevistados. Os pontos positivos são a maior agilidade e praticidade, já que não é preciso usar o dinheiro, e a rapidez da transação - ao contrário, por exemplo, do cheque, no qual a pessoa precisa fornecer dados pessoais e telefones quando faz um pagamento.A pesquisa do Datafolha foi feita com 1.916 pessoas acima de 18 anos, em 11 capitais nas cinco regiões do Brasil entre os dias 12 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Os resultados foram apresentados nesta quarta-feira no 5º CMEP - Congresso Brasileiro de Meios de Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Abecs, em São Paulo.

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Webjet anuncia voos para Foz do ...

Webjet anuncia voos para Foz do Iguaçu e Navegantes

Wed, 20 Oct 2010 14:10:00 -0600

Por AESão Paulo - A Webjet anunciou hoje o início das operações nas cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. A empresa fará quatro voos diários passando por Foz e outros quatro pela cidade catarinense com tarifas a partir de R$ 29. Com as novas rotas, a companhia amplia para treze o número de destinos voados."Essas novas rotas irão atender a uma demanda crescente em localidades importantes e ainda pouco atendidas, como Navegantes, que fica próximo a Florianópolis, Joinville, Itajaí e Balneário Camboriú", afirma em nota o presidente da empresa, Fábio Godinho. O executivo explica ainda que Foz do Iguaçu concentra grande fluxo de passageiros em virtude da usina de Itaipu, do turismo proporcionado pelas cataratas e também por conta dos países fronteiriços.As novas rotas entrarão em operação a partir do dia 10 de dezembro, mas no site webjet.com.br já é possível comprar as passagens. Na internet, a compra dos novos trechos pode ser feita à vista, via boleto bancário, ou em qualquer cartão de crédito, dividido em até 6 vezes sem juros e obter financiamento direto com Banco do Brasil, Bradesco e Banrisul em até 36 vezes, além de cartão de débito. Já nas lojas dos aeroportos é possível fazer um financiamento em até 12 vezes, com cheque, através do Banco Fibra.Também estão previstos, ainda para este ano, voos para a cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A empresa aguarda apenas a aprovação dos órgãos governamentais competentes. Para atender essa demanda e o crescimento geral da empresa, três novas aeronaves Boeing 737-300 serão incorporadas à frota e são esperadas para 2011.A Webjet oferece atualmente cerca de 120 voos diários para mais de dez regiões do País. Sua frota é composta por 20 aeronaves Boeing 737-300 com capacidade para 148 passageiros cada uma. Desde o início de suas operações, em 2005, a companhia já transportou mais de 8 milhões de pessoas.

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Legacy 650 recebe certificação d...

Legacy 650 recebe certificação da Anac e da Easa

Wed, 20 Oct 2010 13:50:00 -0600

Por AESão Paulo - A Embraer informou hoje que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) certificaram o jato executivo Legacy 650. Esta aeronave da categoria large com alcance estendido é baseada no super midsize Legacy 600, que conta com cerca de 200 unidades entregues em todo o mundo.“As certificações ocorrem um ano após o lançamento do programa na última convenção da NBAA", destaca o vice-presidente executivo da Embraer para o mercado de aviação executiva, Luís Carlos Affonso. O executivo complementa que desta forma, a empresa poderá iniciar as entregas da aeronave em 2010, como planejado. “O Legacy 650 cumpriu todos os requisitos originais estabelecidos, em particular o alcance de 3.900 milhas náuticas, que possibilita à aeronave ligar importantes cidades e abre novos mercados para a Embraer”, afirma.A Embraer também informou hoje que assinou um acordo com a Transpaís Aéreo para estabelecer o primeiro centro de serviços de jatos executivos no México para as aeronaves Phenom 100 e Phenom 300. A empresa é uma subsidiária do Lomex Group Aeronautics Division, um representante de vendas da Embraer no México desde março de 2008.Em nota a empresa explica que decidiu expandir a parceria com o grupo para melhor atender aos clientes e oferecer suporte técnico para a crescente frota de jatos das categorias entry level e light na região.“Estamos muito satisfeitos em oferecer aos clientes de jatos executivos Embraer no México um centro autorizado de serviços local para melhor atender às necessidades de inspeção e manutenção”, afirma Scott Kalister, diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer para os EUA, Canadá, México e Caribe, no segmento de aviação executiva.O centro de serviços da Transpaís é certificado pela autoridade aeronáutica mexicana (DGAC) e está programado para iniciar inspeções, manutenção programada e não programada, retoques na pintura e serviços no interior para o Phenom 100 e Phenom 300 a partir de primeiro trimestre de 2011, após completar o treinamento requerido para os técnicos da empresa e dispor do ferramental e equipamento necessários.ChileA fabricante brasileira informou ainda que nomeou a Aerocardal Ltda. como representante autorizado de vendas no Chile para toda a linha de jatos executivos. O anúncio foi feito na 63ª Convenção e Encontro Anual da Associação Nacional de Aviação Executiva (National Business Aviation Association -NBAA) dos Estados Unidos, que está sendo realizada em Atlanta, na Geórgia.Em nota o diretor de Marketing e Vendas da Embraer para a América Latina, no segmento aviação executiva, afirma que espera que o novo acordo com a Aerocardal permita expandir a presença da empresa no Chile.ManutençãoA Embraer anunciou também que assinou seu 100º contrato na América do Norte para o programa de manutenção Embraer Executive Care (EEC). Atualmente, 65% da frota norte-americana, incluindo aeronaves Phenom 100, Phenom 300, Legacy 600 e o jato executivo de transporte é atendida pelo programa. Além de um programa virtual de monitoramento de manutenção, a Embraer tem uma rede de centros autorizados de serviços que contam com estoques de peças e equipes treinadas. A Empresa também mantém centros de distribuição de peças estrategicamente localizados em São José dos Campos (Brasil); Ft. Lauderdale, Estado da Flórida, e Louisville, Estado de Kentucky (EUA); Villepinte (França); Beijing (China) e Cingapura.

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Cartões chegam a 71% da populaçã...

Cartões chegam a 71% da população adulta

Wed, 20 Oct 2010 13:15:00 -0600

Por Altamiro Silva JúniorSão Paulo - Depois de permanecer estável por dois anos, o número de pessoas que tem um cartão está aumentando no Brasil, graças à expansão do setor para a população de baixa renda. Pesquisa do Instituto Datafolha mostra que 71% das pessoas acima de 18 anos em 11 capitais já possuem um meio eletrônico de pagamento, como cartão de crédito, débito e os plásticos emitidos por loja. No levantamento feito em 2009, esse porcentual era de 67% e no ano anterior, de 68%. "O aumento foi puxado pela expansão dos cartões nas classes C, D e E", disse o diretor do Datafolha, Paulo Luis Gomes Alves.Mesmo com o crescimento do setor de cartões nas classes C, D e E, esses segmentos são ainda os que têm maior potencial de expansão, afirma o diretor do Datafolha. A pesquisa mostra que nas classes A e B, 83% das pessoas têm um cartão. Já nas classes D e E, esse porcentual cai para 41%. Outro indicador é o nível de escolaridade. Das pessoas que possuem curso superior, 91% têm um cartão. Entre quem tem só o ensino fundamental o total cai para 55%.Quem está nas classes de mais alta renda costuma usar mais o cartão no dia a dia. Nas classes A e B, 63% afirmam preferir usar os meios eletrônicos de pagamento quando fazem compras. Já nas classes D e E, o total cai para 28%. "Ainda há forte preferência pelo uso do dinheiro nas classes menos favorecidas", diz o diretor do Datafolha.No geral, as pessoas preferem usar o cartão de crédito para pagar roupas e calçados (63% responderam que usam o plástico), passagens aéreas e de ônibus (53%) e hotéis e pousadas (56%). Já o dinheiro é usado preferencialmente para pagar a compra de jornais e revistas (por 89%dos entrevistados), mensalidades escolares (87%) e serviços médicos (75%). Segundo Gomes, em muitos casos, esses estabelecimentos ainda não entraram no mundo dos cartões. Só mais recentemente é que algumas escolas, faculdades, clínicas e consultório de dentistas e médicos passaram a ser credenciados para aceitarem pagamentos com os plásticos.A pesquisa do Datafolha foi feita com 1.916 pessoas acima de 18 anos, em 11 capitais nas cinco regiões do Brasil entre os dias 12 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. Os resultados foram apresentados hoje no 5º CMEP- Congresso Brasileiro de Meios de Eletrônicos de Pagamento, promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

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Cade aprova compra da BrT pela O...

Cade aprova compra da BrT pela Oi com restrições

Wed, 20 Oct 2010 11:32:00 -0600

Por Célia FroufeBrasília - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje por unanimidade a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi. Impôs, no entanto, restrições à continuidade do negócio por meio de um Termo de Compromisso de Desempenho (TCD). A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia definido algumas condições para a operação em dezembro de 2008, quando foi concedida a anuência prévia para a compra da BrT.Entre as obrigações que passarão a fazer parte da operação das novas empresas estão manutenção, informação periódica ao Cade sobre demandas de clientes, organização de um sistema de filas para ver se demandas semelhantes estão sendo tratadas de forma semelhantes ou não, conforme afirmou o conselheiro-relator do processo, Vinícius Carvalho. Ele disse que as informações podem ser passadas à Anatel, para que o órgão regulador indique, por exemplo, investimentos em determinado segmento deste mercado ou não.De acordo com Carvalho, acusações dão conta de que regulamentação não tem sido suficiente para conter abuso de mercado, como recusa de prover acesso e venda conjunta de produtos e serviços. "Frente a tantas denúncias sobre falta de fiscalização, é difícil afirmar que a regulamentação seja suficiente para inspecionar o setor", citou o conselheiro, que escreveu um voto com 200 páginas sobre o caso e leu 118 delas durante a sessão plenária, que teve início às 10 horas. Este foi o único caso apreciado hoje pelo conselho até o momento.O relator salientou que o mercado de comunicações atual é "muito diverso" do desenhado na época da regulamentação do setor de telecomunicações. Ele rebateu o argumento da defesa das empresas de que a criação de conglomerados nessa área é uma tendência de ordem mundial, já que, na Europa, as 15 empresas que participaram inicialmente do setor se transformaram em quatro grandes grupos, enquanto nos Estados Unidos, o enxugamento foi de sete empresas para três. "Mas, para o Brasil, é inexata a comparação", disse Carvalho.O conselheiro Olavo Chinaglia também enfatizou as mudanças pelas quais passou o setor de telefonia desde o início de sua regulamentação. "Nada aconteceu: as empresas espelho desapareceram, as empresas não concorrem entre si...", enumerou, prevendo que novas modificações devem ser vistas nos próximos meses e anos por conta da característica do negócio.Agências reguladorasO presidente do Cade, Arthur Badin, comentou que o conselho está buscando nos últimos anos estreitar laços com agências reguladoras. "A solução não resolve todos os problemas identificados, mas endereça de forma adequada o problema em EILD", disse referindo-se à neutralidade da venda de capacidade de rede, denominada EILD ou linha dedicada. O conselheiro Fernando Furlan disse que foi informado de que a Anatel fará possivelmente revisão do regulamento de EILD. "Com isso, há possibilidade de o Cade rever as obrigações que estão sendo acordadas com as empresas."Para defender a união das empresas, o advogado Caio Mário da Silva Pereira Neto salientou antes da divulgação da decisão dos conselheiros que por todas as fases anteriores ao Cade (Secretaria de Acompanhamento Econômico - Seae - e Secretaria de Direito Econômico - SDE) pelas quais o processo passou, houve a recomendação de aprovação do negócio sem restrições. Segundo ele, a operação é concorrencialmente neutra, já que há complementaridade das redes das duas empresas. "A Oi e a BrT têm áreas diferentes na região de outorgas. Não competem entre si na oferta dos consumidores finais", argumentou, acrescentando que isso ocorre tanto com os serviços de telefonia quanto com conexão de banda larga para internet.Pereira Neto salientou também que a operação é "pró-competitividade", contribuindo para intensificar a competição no mercado. "No serviço móvel traz benefícios imediatos para os consumidores", disse. Ele enfatizou que a união das empresas teve como consequência a possibilidade de cobertura nacional de serviços, o que deixa a nova empresa capaz de competir com líderes desse mercado. "Só havia uma empresa com cobertura nacional, a Embratel. A partir da operação, há um novo agente econômico capaz de ofertar serviços no País inteiro. O mesmo ocorre no móvel, gera ganhos", alegou.Campeão nacionalO advogado admitiu que há sobreposição horizontal dos negócios da Oi e BrT, mas afirmou que isso não gera impacto negativo sobre competição nos mercados de acesso à internet em banda larga e discada. "Tanto que os mercados foram analisados pela Seae e a SDE, e não há nenhuma preocupação concorrencial. Com isso, acreditamos que o negócio merece ser aprovado", concluiu.O diretor de regulação da Oi, Paulo Matos, também defendeu a criação da nova empresa no início da sessão do Cade. "A operação não representa a criação de um campeão nacional. Diz respeito a critérios financeiros, de fortalecimento de um grupo, que hoje é de três a cinco vezes menor do que a nossa concorrência", afirmou. Segundo ele, o novo grupo permite igualdade de competição com grupos que hoje são internacionalizados, têm mais capacidade financeira e mais presença em todo o País. "Após a operação, criamos a segunda maior empresa de telefonia em longa distância e a quarta em telefonia móvel", relatou.Matos citou ainda os investimentos feitos pela companhia para entrar no mercado de telefonia móvel em São Paulo, considerado bastante competitivo. "Em dois anos e meio, conseguimos 12% de participação. A Oi é a empresa que mais rivaliza e mais cresce após a operação", ressaltou.

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Vale pode dobrar de tamanho em 4...

Vale pode dobrar de tamanho em 4 a 5 anos, diz Agnelli

Wed, 20 Oct 2010 11:10:00 -0600

Por Daniela MilaneseLondres - O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que a empresa pode dobrar de tamanho em quatro a cinco anos. A estratégia será o crescimento orgânico e não o caminho das aquisições, já que a empresa possui uma série de projetos em desenvolvimento. Segundo ele, a maior parte dos investimentos, ou quase 70%, será feita no Brasil. O objetivo é avançar na produção de minério de ferro e fertilizantes e terminar os projetos já iniciados na área de cobre. A companhia tem iniciativas em diversos países, como Argentina, Canadá e nações da África.Agnelli disse que, nos próximos anos, será presenciado o nascimento de uma "nova Vale", quase do mesmo tamanho da atual, com enormes projetos ao redor do mundo. "Estamos investindo pesado, temos recursos e reservas", afirmou. Para o executivo, o maior desafio da empresa no momento é a falta da mão de obra qualificada. "Esse é o nosso gargalo." A empresa também aposta em projetos de energia renovável, com destaque para o óleo de palma e a biomassa. Ele acredita que esse é o futuro da indústria, pois "o petróleo pode estar ficando velho".ChinaO presidente da Vale não vê grande impacto da alta dos juros da China sobre o setor de minério de ferro. "Não enxergo grande mudança na tendência e a demanda seguirá forte", afirmou hoje, durante entrevista à imprensa na Euronext, em Londres. Ele acredita que o principal condutor da procura chinesa por commodities (matérias-primas) é o investimento em infraestrutura. Para Agnelli, a decisão do governo chinês foi acertada e representou uma medida para esfriar a especulação no mercado imobiliário.O presidente da Vale lembrou que a população da China, embora com alto nível de poupança, não tem muitas opções de investimento e parte para a aquisição de imóveis. Agnelli reforçou sua aposta no crescimento da Ásia e disse que a China não é uma bolha, ao contrário do que acreditam alguns homens de negócios. "Eles sabem o que estão fazendo e têm estratégia."O executivo vê uma mudança no cenário geopolítico mundial, já que a Ásia está ganhando importância. Ele acredita que o continente vai liderar o crescimento global e também vê perspectiva positivas para a América Latina, principalmente no Brasil, na África e no Oriente Médio. "A África será um continente completamente diferente em cinco a dez anos", afirmou. Em contrapartida, Agnelli acredita que a recuperação na Europa e nos Estados Unidos não será forte.

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Americana Boeing lucra US$ 837 m...

Americana Boeing lucra US$ 837 mi no 3º trimestre

Wed, 20 Oct 2010 09:35:00 -0600

Por Cynthia DecloedtNova York - A fabricante de aeronaves norte-americana Boeing anunciou hoje um lucro líquido de US$ 837 milhões no terceiro trimestre deste ano, após um prejuízo de US$ 1,56 bilhão no mesmo período do ano passado, provocado por US$ 3,6 bilhões em perdas relacionadas ao desenvolvimento da aeronave para voos comerciais 787 Dreamliner e de cargas 747-8 Freighter. As entregas de ambas as aeronaves continuam atrasadas. A companhia também elevou sua projeção de ganho para 2010. O lucro por ação foi de US$ 1,12 no terceiro trimestre, ante prejuízo de US$ 2,23 no mesmo período do ano passado. A entrega das primeiras aeronaves 787 estão previstas para o primeiro trimestre de 2011 e da 747-8 F para meados de 2011. As receitas subiram 2%, para US$ 17 bilhões no terceiro trimestre. Os resultados superaram a previsão dos analistas, de lucro de US$ 1,06 por ação a partir de US$ 16,81 bilhões em receitas. A Boeing previu que seu lucro em 2010 ficará entre US$ 3,80 por ação e US$ 4,00 por ação - acima da estimativa anterior de ganho de US$ 3,50 a US$ 3,80 por papel. O presidente e executivo-chefe da Boeing, Jim McNerney, disse que os números refletem "sólido desempenho da produção de aeronaves comerciais e dos programas de serviços, além da habilidade de nossas operações de defesa na produção de sólidos resultados no atual ambiente desafiador". As informações são da Dow Jones.

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Lucro do banco Morgan Stanley ca...

Lucro do banco Morgan Stanley cai 67% no 3º trimestre

Wed, 20 Oct 2010 08:35:00 -0600

Por Danielle ChavesNova York - O lucro do banco norte-americano Morgan Stanley caiu 67% no terceiro trimestre deste ano, pressionado pelo enfraquecimento dos negócios com títulos institucionais. O Wells Fargo e o US Bancorp, por outro lado, registraram alta de 3,2% e 51% nos lucros, respectivamente, beneficiados pela redução nas provisões contra perdas com crédito. O Morgan Stanley teve lucro de US$ 313 milhões no terceiro trimestre, ante US$ 936 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado por ação, incluindo dividendos preferenciais, foi um prejuízo de US$ 0,07, ante o lucro de US$ 0,38 de um ano antes. A receita do banco caiu 20%, para US$ 6,78 bilhões. Analistas esperavam lucro de US$ 0,15 por ação e receita de US$ 6,44 bilhões.Os ganhos com operações continuadas diminuíram para US$ 0,05 por ação, de US$ 0,50, em consequência de uma despesa extraordinária de US$ 229 milhões. Os resultados do Morgan Stanley foram prejudicados pelo segmento de títulos institucionais, que incluem mercados de capital e banco de investimento, no qual a receita caiu 42% e o lucro despencou 89%.O Wells Fargo teve lucro de US$ 3,34 bilhões (US$ 0,60 por ação) no terceiro trimestre, ante os US$ 3,24 bilhões (US$ 0,56 por ação) do mesmo período do ano passado. A receita recuou 7,1%, para US$ 20,87 bilhões. Analistas previam lucro de US$ 0,55 por ação e receita de US$ 20,95 bilhões. As provisões do banco contra perdas com crédito diminuíram para US$ 3,44 bilhões, de US$ 6,11 bilhões um ano antes e de US$ 3,99 bilhões no segundo trimestre deste ano.Já o lucro do US Bancorp subiu para US$ 908 milhões (US$ 0,45 por ação) no terceiro trimestre, de US$ 603 milhões (US$ 0,30 por ação) no mesmo período de 2009. Analistas projetavam lucro de US$ 0,43 por ação. A receita subiu 7,9%, para US$ 4,59 bilhões. As provisões contra perdas com crédito caíram para US$ 995 milhões, de US$ 1,45 bilhão um ano antes e US$ 1,14 bilhão no segundo trimestre. As informações são da Dow Jones.

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Airex faz proposta para assumir ...

Airex faz proposta para assumir a Leite Nilza

Wed, 20 Oct 2010 06:30:00 -0600

Por Gustavo PortoRibeirão Preto - A Airex Trading Logística, Importação e Exportação Ltda. propôs assumir os 65% da Indústria de Alimentos Nilza pertencentes ao empresário Adhemar de Barros Neto, em troca do passivo de R$ 429 milhões da companhia, dos quais R$ 229 milhões são dívidas incluídas no plano de recuperação judicial. A proposta fez com que a assembleia de credores da Nilza, iniciada ontem pela empresa para avaliar outra proposta, fosse suspensa e adiada para o dia 8 de novembro.Com sede em Manaus e escritório em São Paulo, a Airex foi criada recentemente para ser uma holding especializada em recuperação de empresas em dificuldades financeiras ou em recuperação judicial, de acordo com o sócio da companhia, o advogado Sérgio Antonio Alambert. Ela assumiu e controla, há um ano, a MP Plastics, fabricante de para-choques de veículos com sede em Taubaté (SP).Além de gerir o passivo da Nilza, a Airex propôs ainda pagar, no dia seguinte à aprovação pelos credores, a dívida trabalhista de R$ 5,185 milhões incluída no plano de recuperação judicial da companhia. A empresa prevê ainda injetar R$ 9 milhões para que a Nilza volte a produzir leite longa vida em até 60 dias. “Vamos dar preferência aos funcionários que já estavam na empresa e recontratá-los”, disse Alambert. “Fizemos um estudo e temos certeza que a Nilza é uma empresa perfeitamente viável”, completou. A gestão da Nilza será feita pela Nova Visão, consultoria especializada em recuperação de companhias em crise.

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